Quando eu me for – Loreta Valadares

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Quando eu me for 
(se eu me for) 
Vão até onde eu não fui 
Caminhos do ilimitado 
A face inédita do futuro 
Sem fronteiras
Sem inimigo

Encontrem
os meios
da liberdade
e vão
tão longe
quanto possam
Limiares de um outro mundo
Sem oprimidos
Sem classes

E quando
as novas veredas
do socialismo
forem percorridas
lembrem-se de que
fui
até o impossível freio
(Só que me faltou o tempo)

.

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In: PUCHEU, Alberto (org.). Poemas para exumar a história viva: um espectro ronda o Brasil. São Paulo: Editora Bregantini, 2021.

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