Da crise

Padrão

.

1

a lua nasce
sobra a luta
de classes

.

ignoram
estrelas
o escuro
que fazem

.

galáxias
inteiras
giram
à parte

.

prossegue
o universo
apesar
dos pesares

.

.

2

com olhos
no céu
e pés
na cidade

.

entre
as fases
dos astros
e do capital

.

num ínfimo
ponto
entre a história
e a eternidade

.

aguardo
um ônibus
um cometa
um sinal

.

.

Jefferson Vasques

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About j.constantino

Nascido em Mogi das Cruzes (SP), em setembro de 1986, Jonathan Constantino rascunhou seus primeiros versos em 1999. Perdidos todos nas gavetas e no tempo, desde 2000 mantem o esforço de registrar seus poemas, entre rascunhos (uma pilha, depois uma caixa) e projetos. Formado em Biologia, atualmente é professor da rede pública municipal de São Paulo (SP). Trabalhou na rede pública estadual e, por três anos, no Instituto Técnico de Formação, Pesquisa e Extensão em Agroecologia Laudenor de Souza, em Itaberá (SP). Além da licenciatura, já atuou como educador popular do CDHEP, na zona sul da capital paulistana, e na assistência social de Suzano, cidade onde viveu quase toda sua vida. Ainda, contribuiu com reportagens, artigos, resenhas, poemas e contos para o Jornal Brasil de Fato e revistas Mundo & Missão, Missões e Le Monde Diplomatique Brasil. Está preparando sua primeira publicação.

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