Altruísmo burguês

Padrão

para Luiz Gonzaga da Silva,
o Gegê

.

Daremos o pão
…………..a paz
…………..a pinga

.

Em troca de teu silêncio.

.

.

Daremos o teu salário
em dia (ou atrasado)
talvez um teto
………um meio de locomoção
………uma forma de lazer

.

Queremos apenas tua força de trabalho
e a riqueza que ela é capaz de gerar.

.

.

Teremos ainda
(sempre à disposição)
………….o pau
………….a pedra
………….as grades

.

Se por ventura supuseres
que podes reclamar.

.

.

.

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About j.constantino

Nascido em Mogi das Cruzes (SP), em setembro de 1986, Jonathan Constantino rascunhou seus primeiros versos em 1999. Perdidos todos nas gavetas e no tempo, desde 2000 mantem o esforço de registrar seus poemas, entre rascunhos (uma pilha, depois uma caixa) e projetos. Formado em Biologia, atualmente é professor da rede pública municipal de São Paulo (SP). Trabalhou na rede pública estadual e, por três anos, no Instituto Técnico de Formação, Pesquisa e Extensão em Agroecologia Laudenor de Souza, em Itaberá (SP). Além da licenciatura, já atuou como educador popular do CDHEP, na zona sul da capital paulistana, e na assistência social de Suzano, cidade onde viveu quase toda sua vida. Ainda, contribuiu com reportagens, artigos, resenhas, poemas e contos para o Jornal Brasil de Fato e revistas Mundo & Missão, Missões e Le Monde Diplomatique Brasil. Está preparando sua primeira publicação.

21 responses »

  1. J,
    obrigada pelo comentário no meu post! É gratificante saber que alguém que não conheço perdeu tempo lendo minhas lamúrias – e gostou.

    Teu blog e o tipo de blog que ando procurando nessa blogosfera interminável. Vou te linkar já, ok?

    Quanto a esse poema, nem tenho o que dizer. Emocionante! É revoltante que as coisas continuem assim, sem chance de melhora. Mas, vamos que vamos! A luta continua!

    Beijo!

    • Salve querido Jhapa,

      Pois é, estava errado mesmo. Mas já foi corrigido.

      Aí, quando veremos novos poemas em seu blog?

      Mais uma vez um abraço!

      J.

  2. Fiquei muito feliz ao ler este poema.
    Logo no primeiro “verso” (Daremos o pão
    ………………………………………….a paz
    ………………………………………….a pinga)
    já deu pra sacar sobre o que tratava, pois estou afoito com pensamentos que me trazem a mesma angustia do autor. Vamos unir nossas forças para o despertar dessa nação acomodada.

    Saudações sacizistas!

    • Pois é, há momentos em que nossa voz (de povo brasileiro em luta) soa tão forte que é capaz de fazer os magistrados entenderem as leis que estão lendo.

      Beijo,
      sempre seu

      J.

    • É Cris,

      Lutar, além de ser uma resistência em si – à ideia de que nada muda -, é também resistir à perseguição, em todas as suas formas.

      Desta vez, como diz a Lili “os paus, pedras e grades não foram suficientes, a voz se fez ouvida (concedida, claro)”.

      Beijo querida,

      J.

  3. Em cima. Só um detalhezinho: “supuseres”. Bom, não acho sem validade revolucionar também a gramática, e “supores” poderia entrar nessa proposta… Desde que seja uma escolha plenamente consciente, né?

    • Salve Ralf,

      Obrigado pela visita! Sobre “supores”, estava apenas errado mesmo. Obrigado pelo toque!

      Vou ler o texto que você menciona abaixo.

      Forte abraço,

      J.

    • Agora é a minha vez de agradecer a visita, valeu mesmo, J! – A propósito, a fábula foi feita pra usar, querendo é só passar adiante, só peço pra manter sempre o link da publicação original.

      FORÇA AÍ!

      • Salve Ralf!

        Pode deixar que passarei adiante a fábula sim.

        Vamos trocando figurinhas!

        Grande abraço,

        J.

    • Oi querida, muito obrigado por suas palavras. Fico muito contente.
      Pela primeza que nos une, os elogios são meio “suspeitáveis (rs), mas sei que são sinceros e fico contentes. Espero corresponder a esta expectativa.
      Um beijão,

      J.

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