A difícil tarefa

Padrão

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Há mortos
que demoram a morrer
ou ressuscitam
cotidianamente.

.

Há mortos
que lançam nos olhos dos vivos
seus maxilares
suas memórias
e cicatrizes.

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Os vivos silenciam
impotentes e exilados
diante do milagre
e da incapacidade de enterrá-los
– principalmente quando são de outros.

.

Cabe aos vivos, viver.

.

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About j.constantino

Nascido em Mogi das Cruzes (SP), em setembro de 1986, Jonathan Constantino rascunhou seus primeiros versos em 1999. Perdidos todos nas gavetas e no tempo, desde 2000 mantem o esforço de registrar seus poemas, entre rascunhos (uma pilha, depois uma caixa) e projetos. Formado em Biologia, atualmente é professor da rede pública municipal de São Paulo (SP). Trabalhou na rede pública estadual e, por três anos, no Instituto Técnico de Formação, Pesquisa e Extensão em Agroecologia Laudenor de Souza, em Itaberá (SP). Além da licenciatura, já atuou como educador popular do CDHEP, na zona sul da capital paulistana, e na assistência social de Suzano, cidade onde viveu quase toda sua vida. Ainda, contribuiu com reportagens, artigos, resenhas, poemas e contos para o Jornal Brasil de Fato e revistas Mundo & Missão, Missões e Le Monde Diplomatique Brasil. Está preparando sua primeira publicação.

8 responses »

  1. Amigo… parabens, fiquei um tempo sem visitar essa página, por correria, mas sempre que possível venho aqui! Você está de parabens, como sempre!!!

    • É bom sentir quando pessoas de quem gostamos tanto (e estão meio longe no momento), se aproximam de nós através da poesia. Viva à posia! Viva à vida! Saudade querida.

    • Mas viver tem mesmo algo de essência? Ou o que nos faltaria (por imposição sistêmica, não por escolha) é a chance de realizarmos todas as nossas potencialidades humanas?

    • Mari, quando aquilo que tentamos expressar através do que escrevemos é apropriado por pessoas das quais gostamos (ou mesmo aquelas que não conhecemos), dá maior sentido para nosso trabalho. Beijo

  2. Eu não sei o que dizer, nao sei o que comentar. Talvez, por nao entender muito do assunto, ou por achar que somos nós mesmos quem matamos nossos mortos, ou até mesmo por não saber o que sei ou o que acho é um texto que eu leio e releio sem gostar. E sem desgostar tb.

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